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LIBERADA PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO

Governo apoia a medida, que tem fins científicos mas é
condenada pelas bancadas católica e evangélica do Congresso

Edson Sardinha

Apesar da contrariedade com os dispositivos relacionados aos organismos
geneticamente modificados, o governo pretende apoiar os pontos do substitutivo
da Comissão de Educação do Senado que autorizam as pesquisas com
células-tronco embrionárias de até cinco dias de formação, que estejam há pelo
menos três anos congeladas nos bancos de fertilização assistida.

A mudança, segundo os cientistas, pode representar avanços para o tratamento
de doenças genéticas. A pedido das bancadas evangélica e católica na Câmara, o
texto aprovado pelos deputados não admitia a utilização das células-tronco
embrionárias, ainda que exclusivamente para fins terapêuticos.

Estima-se que a eficiência do processo de fertilização é de 10%, em média. Por
determinação do Conselho Federal de Medicina, o material excedente tem de ser
congelado. Por causa das restrições legais, as pesquisas com células-tronco
têm se limitado ao material colhido dos cordões umbilicais.

De acordo com os especialistas, as células-tronco embrionárias se diferenciam
das demais pelo poder de recompor diferentes tecidos do organismo, ou seja,
podem reconstituir órgãos diferentes daqueles dos quais foram retirados. Elas
são capazes de fazer cópias idênticas de si mesmas e podem substituir tecidos
doentes. Os embriões são os lugares onde as células-tronco se concentram,
embora possam ser encontradas em outros tecidos.

O projeto mantém a proibição da manipulação genética de embriões, da clonagem
reprodutiva humana, da produção de embriões para outro fim que não seja a
reprodução e do comércio desse tipo de material.


Fonte: www.congressoemfoco.com.br

 

 

 

 

 
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