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JAPÃO VAI TESTAR FRANGO IMPORTADO DA MARCA SADIA

São Paulo e Tóquio - O Japão irá testar todos os frangos importados com a marca Sadia, porém produzidos por uma empresa terceirizada, a Kaefer Globoaves, de Cascavel (PR). As cargas serão testadas depois de ter sido encontrados carregamentos contaminados com uma substância antibacteriana proibida no Japão, informou o Ministério da Saúde.

Os frangos foram abatidos e congelados pela Globoaves, porém foram embarcados com a marca Sadia. A Globoaves presta serviços para a Sadia. "Foi um caso esporádico. Suspendemos os embarques de frango produzido pela Globoaves e vamos analisar a mercadoria", diz José Augusto Lima de Sá, diretor comercial de mercado externo da Sadia. Lima de Sá falou por meio de sua assessoria de imprensa.

Procurada, a Globoaves não retornou as ligações. Lima de Sá disse que a demanda do Japão será atendida por outras unidades da Sadia e que as exportações seguirão sem interrupções. Ele disse ainda que o Japão demonstrou "rigor excessivo", mas que a Sadia irá se adequar às normas japonesas. Autoridades japonesas encontraram 0,06 partes por milhão (ppm) de enrofloxacina nas amostras do frango.

No Japão, o permitido é zero. A enrofloxacina é um promotor de crescimento que aumenta a absorção de nutrientes pelo frango, contribuindo desta forma no ganho de peso. O Japão teme que ele possa afetar a saúde humana. "Um resíduo de 0,06 partes por milhão é aceito no Brasil e em vários outros países do mundo", disse Lima de Sá. O ministério pediu a importadores dos carregamentos - que totalizam 1.668 quilos - que os destruam ou os enviem de volta ao Brasil.

Depois do surto de gripe de aves na Tailândia, o Brasil se tornou o principal fornecedor de frango para Tóquio, com participação de 90%. O Japão importou 189 mil toneladas de janeiro a julho, volume 7% maior que o apurado em igual período do ano passado. A receita cresceu 8,4%, para US$ 305,2 milhões. O Japão respondeu por 17,4% das exportações brasileiras, que totalizaram US$ 1,75 bilhão no período.

A Sadia exporta frango produzido não só em frigoríficos próprios. Parte do abate é terceirizado para a Globoaves e a Diplomata Industrial e Comercial, de Toledo (PR). A Globoaves e a Diplomata são tocadas pelos irmãos Kaefer, porém não pertencem ao mesmo grupo e são tocadas de forma independente. 

Fonte: Gazeta Mercantil Agronegócios - Pág B12 - 14.09.05

 
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