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MILHO - USDA AUMENTA PRODUÇÃO E ESTOQUES DOS EUA - 23/09/05

Devido à melhora das condições gerais das lavouras, o Usda reavaliou o potencial da safra norte-americana de milho de 262,9 milhões para 270,2 milhões de toneladas.

Como conseqüência, mesmo tendo reajustado para maior a estimativa do consumo e das exportações, aquela organização elevou a projeção dos estoques para o final da temporada 2005/06 de 48,27 milhões para 52,81 milhões de toneladas.

Tabela 1 – Milho - Oferta/demanda dos Estados Unidos(milhões t)
Discriminação
03/04
04/05
05/06 (1)
05/06
Estoque inicial
27,60
24,34
53,60
 
Produção
256,28
299,92
262,90
 
Cons. doméstico
211,64
224,55
218,96
 
Exportação
48,26
45,98
49,53
 
Estoque final
24,34
53,98
48,27
 
Fonte Usda (set/05)     (1) Estimativa de ago/05.

Em termos globais, o Usda revisou a produção da safra 2005/06 de 657,5 milhões para 663,5 milhões de toneladas. O aumento decorreu da reavaliação do potencial da safra dos Estados Unidos e, em menor escala, do leve aumento previsto para a produção da Rússia e da dos ex-países da União Soviética.

O crescimento só não foi maior porque a safra da África do Sul e do México foi revista para um patamar levemente inferior ao anteriormente previsto. Para a China, Brasil e Argentina, aquele organismo manteve a mesma previsão de agosto, ou seja, de 127,0 milhões, 44,0 milhões e 18,5 milhões de toneladas, respectivamente.

Como decorrência do aumento da produção, os estoques mundiais também foram reavaliados de 108,07 milhões para 111,77 milhões de toneladas (Tabela 2).

Tabela 2 - Milho – Oferta/demanda Mundial(milhões t)
Discriminação
03/04
04/05
05/06 (1)
05/06
Estoque inicial
123,60
100,13
127,86
 
Produção
623,77
708,63
657,46
 
Cons. doméstico
647,23
680,96
677,25
 
Exportação
77,34
76,32
74,03
 
Estoque final
100,13
127,81
108,07
 
Fonte Usda (set/05)     (1) Estimativa de ago/05.


Apesar de a projeção de estoques mundiais menores que os da temporada anterior sugerir uma certa firmeza de mercado, a boa situação do suprimento norte-americano tende a continuar "segurando" as cotações internacionais pelos próximos meses.

Tal perspectiva, exceto por uma desvalorização mais acentuada do real frente ao dólar, pressupõe a continuidade de um quadro desfavorável para as exportações brasileiras também nos primeiros meses do ano vindouro.

Embora, pelo lado das exportações, não se vislumbrem condições para a sustentação do mercado, acredita-se que a projeção de suprimento bastante ajustado tenda a proporcionar uma situação um pouco mais favorável aos preços internos.

Esta perspectiva poderá acentuar-se em abril/maio, pois, a exemplo dos dois últimos anos, em 2006 o suprimento nacional continuará dependendo de uma boa performance da safrinha, fato que tende a gerar especulações sobre o seu comportamento e proporcionar sustentação aos preços.

Fonte: Cepa
 
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